A ventilação passiva é uma estratégia arquitetônica que utiliza o movimento natural do ar — por meio de aberturas, orientação da edificação e ventilação cruzada — para resfriar os ambientes internos sem o uso de sistemas mecânicos. Estudos recentes apontam a ventilação natural como uma das estratégias de resfriamento passivo mais eficazes para o conforto térmico, especialmente em climas quentes, pois reduz a dependência de ar-condicionado, melhora a qualidade do ar interno e diminui o consumo energético das edificações. Essa abordagem é amplamente adotada na arquitetura bioclimática e é considerada essencial para projetos residenciais sustentáveis e adaptados ao clima tropical.
No contexto do clima tropical, a ventilação passiva é um dos principais pilares do conforto ambiental e da Estética Quente Brasileira.
Benefícios principais
- Redução do calor interno
- Melhora da qualidade do ar
- Diminuição do consumo energético
- Sensação de leveza e frescor ambiental
Onde se aplica
- Casas térreas e apartamentos
- Quartos e áreas de permanência
- Ambientes de trabalho
- Projetos residenciais sustentáveis
Termos relacionados
- Ventilação cruzada
- Layout climático
- Conforto térmico
- Arquitetura bioclimática
O Artigo acadêmico no City, Territory and Architecture: “Natural ventilation as a passive cooling strategy for multi-story buildings” — detalha como a ventilação natural é uma das estratégias de resfriamento passivo mais importantes em arquitetura, contribuindo para conforto térmico, redução de energia e qualidade ambiental interna. Ele analisa exemplos em vários climas (incluindo tropical) e discute o papel da ventilação natural como design passivo essencial. SpringerLink
Outro estudo recente mostra que estratégias passivas de ventilação e resfriamento podem reduzir significativamente a necessidade de climatização mecânica e melhorar a eficiência energética de edifícios em climas quentes — o que apoia a importância de ventilação passiva na arquitetura bioclimática. ScienceDirect